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Arthur

Primeiramente é importante deixar claro que em dois registros da Alta Idade Média da história bretã, a Historia Brittonum (História dos Bretões) e o Annales Cambriae (Crônicas de Gales), Arthur não é citado como “rex” (Rei), mas como “dux bellorum” (Líder de Guerra) e “miles” (Soldado).

Arthur: Líder, Soldado, Amigo, Valente e Dedicado. O Arthur descrito em As Crônicas do Senhor da Guerra, escrito por Bernard Cornwell nos mostra um Arthur bastardo, bretão, pagão, inteligente e intenso tanto na alegria como na guerra. Ele mudava no campo de batalha, e isso podia ser visto em qualquer guerreiro sob o exército com o estandarte do Dragão Vermelho.

Durante sua vida real, sabemos que Arthur atravessou muitas batalhas e lutou ao lado de muitos compatriotas Bretões, mas que nunca seria Rei por ter nascido com sangue real só de um lado da família, mas mesmo no ápice de seu reino nunca fez seu povo correr perigo porquê sabia quando sacar a espada e quando sacar uma ideia.

Uma das maiores batalhas entre bretões e saxões, em torno do ano 500 foi a Batalha do Monte Badon, onde os Bretões se saíram vitoriosos de acordo com o De Excidio Britanniae(A destruição da Britânia), de Gildas (século VI) e impediram a violenta expansão Saxônica por algumas décadas. Gildas não menciona Arthur em seu relato, mas registros sobreviventes da época mostram uma tendência repentina e atípica de filhos sendo nomeados de Arthur, o que sugere uma homenagem a um homem poderoso ou no mínimo respeitável.

 

Na literatura medieval gaulesa, Arthur é citado na coleção de canções de contos heróicos Y Gododdin (O Gododdin), atribuída à Aneirin do século VI. Apesar de a única versão atual de Y Gododdin ser uma cópia do século XIII, outro poeta, Taliesin (século VI), menciona “Arthur o abençoado”, e “A elegia de Uther Pen[dragon]”.

Certamente já seria difícil dizer se Arthur realmente existiu só pela escassez de documentos e historiadores daquela região naquela época (séculos VI – VII), mas depois que foram escritas a Historia Regum Britanniae(Geoffrey de Monmouth) e Le Mort d’Arthur(Sir Thomas Malory) foram introduzidos O santo graal, Lancelot, Camelot, Bestas mitológicas, Magos e espadas encantadas infundindo um folclore aos relatos que agora já é indissociável ao legado de Arthur.

Tenha sido ele real ou ficcional, fica uma reflexão: num período tão violento e difícil como o 6° século, numa terra que já estava dividida por ideologias, religião e leis os Bretões estavam entre a cruz e a espada sendo cercados e atacados pelos Anglo-Saxões e assim como outros povos em momentos decisivos, eles precisavam de um salvador, de alguém que soprasse esperança aonde só pareciam restar cinzas. Se a crença em Arthur mudou tanto o rumo e a memória do Reino que um dia se tornaria Unido, será que um homem de carne e osso seria capaz de deixar tal marca? Será que uma simples ideia cortaria tão fundo a História? Arthur existiu, dentro de cada Bretão que lutou como se não houvesse amanhã, e viveu como um verdadeiro guerreiro.

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