DRAIKANER

Site oficial do grupo de Boffering Draikaner, com updates e notícias.

O rugido do Dragão

Boa noite, queridxs Dragões!

niver7

BREAKING NEWS with Tânia – A TÂNIA

Começamos esse post falando do nosso aniversário (04/07/2010) de 7 anos: muita comida, bebida, conversa e CAMPAIS no dia 08 de Julho. Duelos ao sabor do vento vespertino do nosso amado Parque Ibirapuera ao som de uma caixa de som que não aguentou nem o aquecimento.

Apesar da bateria da caixa não ter aguentado, os nossos membros fizeram o contrário e lutaram bravamente. Inclusive houve um Torneio interno organizado, como de costume, pelo Cavaleiro Russo onde os combatentes eram apresentados com seus nomes e alcunhas, que por si só já foram fantásticos: “Luan – O Brancaleone de Nortúmbria”, “Valente – Nyam”, “Pantera – O Rei da Brisa”, “Toshie – ToshieToshieToshie”, “Ghenis – O Perfurador”, e muitos mais. Durante os combates, houve muita torcida e se demonstrou um grande laço de irmandade entre os participantes João Pedro, que eram 3 e fizeram muito barulho antes, durante e depois de suas batalhas.

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O grande vencedor do torneio de 2017 foi  o Capitão Vinny, “O Anão”, que derrotou o Cavaleiro Luan Vigil na final.

VINNY
O dia raiou, e pela manhã começou o desfile tradicional em frente ao Obelisco com a salva de 21 tiros que não foi capaz de levantar nossos soldados caídos de sono, sendo notada apenas pelo Capitão Sempre Alerta que mantinha a vigia do grupo.

Créditos das fotos do aniversário: Tânia

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Após as festividades, no dia 09 de Julho começou o 21° Treino oficial do ano – Multidisciplinar com o Capitão Safadão, que utilizou diferentes modalidades de Swordplay para trabalhar espírito de equipe, sinergia, movimentação e a aplicação de táticas e formações. Também foi recolhido o restante do pagamento dos inscritos não-isentos do 7° Encontro Paulista de Swordplay. Esse ano, o Draikaner contará com 57 inscritos no total, sendo 49 em campo durante as Batalhas Massivas e os demais representarão o clã trabalhando pelo evento.

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Créditos: Foto: Cavaleiro Luan / Câmera: Sargento Sereia (Letícia Abreu)

Nesse post, dedicamos uma publicação do Departamento de Memes a todos os Swordplayers de São Paulo e Brasil afora.

meme

No dia 16 de Julho, ocorreu o 22° Treino – Específico, com os instrutores: Capitão Tamires, Capitão Pitu e Cavaleiro Kazuichi. Foram passados conceitos de ataque, defesa, movimentação e alcance aos membros e o Treino de Novatos foi dado pela Soldado Toshie, que como sempre ensinou muito aos nossos BABY dragons. Também houve Vistoria de armas pré-EPS e um Workshop de reforma de armas.

Fotos por: Lucy

Após o Treino Específico, no dia 18 de Julho nosso Capitão Jake mandou uma foto de sua viagem, homenageando o clã mesmo na baixa temperatura e a muitos quilômetros de distância. Deixamos aqui registrado seu gesto, e também nossa gratidão e alegria em ver que família é família. SALVE JAKE!!!


LEMBRETE: É NECESSÁRIO Preencher o formulário do Termo de Participação e se for menor de idade, também imprimir (Termo em PDF), pedir para um responsável maior de idade assinar, digitalizar o Termo preenchido e assinado assim como enviá-lo para draikaner@gmail.com. Caso contrário, estará proibido de participar dos treinos e atividades.


JAKE homenagem

No dia 23 de Julho, tivemos o 23° Treino do ano – Estratégico com o Cavaleiro Cristo que teve como foco: funções de combate, combates em áreas delimitadas, combates com números iguais, combates com desvantagem numérica e análise de combate. Esse foi nosso último treino antes do VII Encontro Paulista de Swordplay, então façam bom proveito de tudo que aprenderam pois na semana que vem haverá um mar de escudos, um céu de flechas e uma tempestade de lâminas para vocês colocarem os ensinamentos em prática.
Fotos: Cristo

ATENÇÃO: no próximo domingo, 30 de julho, não haverá treino do Draikaner no Parque Ibirapuera! Estaremos no Parque Villa-Lobos das 07h00 às 19h00, para o VII EPS

treinotreino

[CORNWELL, Bernard. In: The Flame Bearer. UK: HARPERCOLLINS, 2016. p.258-260.]

Agora, uma passagem de Bernard Cornwell no seu livro 10° livro da série As Crônicas Saxônicas para vocês dormirem bem antes do EPS:

Quando somos jovens, ansiamos pela batalha.

Nos salões iluminados pelo fogo, ouvimos canções sobre heróis – como eles mataram na guerra, romperam a parede de escudos e encharcaram a espada com o sangue dos inimigos.
Quando jovens, ouvimos os guerreiros se vangloriando, ouvimos suas risadas enquanto se lembram das batalhas e seus gritos de orgulho quando seu senhor os faz recordar alguma vitória difícil. E os jovens que não lutaram, que ainda não seguraram os escudos ao lado de outro homem na parede, são menosprezados.

Por isso treinamos.

Dia após dia treinamos com lança, espada e escudo. Começamos na infância, aprendendo a brandir uma espada com armas de madeira, e hora após hora somo golpeados e golpeados.
Lutamos contra homens que nos machucam para ensinar, aprendemos a não chorar quando o sangue do couro cabeludo cobre os olhos, e lentamente ficamos mais habilidosos com a espada. 
Então chega o dia em que recebemos a ordem de marchar com os homens, não como crianças para segurar os cavalos e catar armas depois da batalha, e sim como homens.

Somos quase homens, não exatamente guerreiros, e em algum fatídico dia encontramos um inimigo pela primeira vez e ouvimos as canções da batalha, o choque ameaçador das lâminas contra os escudos, e começamos a descobrir que os poetas estão errados e que as canções que falam de orgulho mentem. Mesmo antes de as paredes de escudos se encontrarem, alguns homens se cagam. Eles tremem de medo. Bebem hidromel e cerveja. Alguns se vangloriam, entretanto a maioria fica em silêncio até que se juntam num cântico de ódio.

Alguns contam piadas e a risada é nervosa. Outros vomitam.

Nossos líderes de batalha discursam para nós, falam dos feitos dos nossos ancestrais, da imundície que é o inimigo, do destino das nossas mulheres e crianças se não vencermos. E entre as paredes de escudos os heróis se pavoneiam, desafiando-nos ao combate um contra um.

O pensamento voa, o medo reina. Então é gritada a ordem de acelerar a carga, e você corre ou tropeça, mas fica na sua fileira porque esse é o momento pelo qual passou uma vida inteira se preparando. E então, pela primeira vez, ouve o trovão das paredes de escudos se encontrando, o clangor das espadas, e começaram os gritos.

Isso nunca vai acabar.

Mas então algum guerreiro enlouquecido vem gritando o nome imundo do deus dele na sua cara. As únicas ambições dele são matar você, estuprar sua esposa, escravizar suas filhas e tomar sua casa, por isso você precisa lutar.

Então verá homens morrendo com tripas embrenhadas na lama, com o crânio aberto, sem os olhos, os ouvirá engasgando, ofegando, chorando, gritando. Verá seus amigos morrerem, escorregará nas tripas de um inimigo, encarará um homem enquanto enfia a espada na barriga dele e você conhecerá o êxtase da batalha, o júbilo da vitória e o alívio de sobreviver.

Então irá para casa e os poetas vão compor uma canção sobre a batalha. E talvez seu nome seja cantado e você se vanglorie de sua proeza. Os jovens ouvirão com espanto e inveja e você não falará do horror.

Não dirá como é assombrado pelo rosto dos homens que matou, como no último fôlego eles pediram piedades e você não teve nenhuma. Não vai falar dos rapazes que morreram gritando pela mãe enquanto você torcia uma lâmina nas tripas deles e rosnava seu desprezo.

Não vai confessar que acorda à noite coberto de suor, com o coração batendo forte, tentando escapar das lembranças.

Não vai falar disso porque esse é o horror, e o horror é contido no baú do coração, é um segredo. E admiti-lo é admitir o medo, e somos guerreiros.

Não tememos. Pavoneamos. Vamos para a batalha com heróis. Fedemos a merda.

Mas suportamos o horror porque precisamos proteger nossas mulheres, manter nossos filhos longe da escravidão e guardar nossos lares.

Por isso os gritos nunca irão terminar, até que o próprio tempo acabe.”

flame bearer
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