RPG
O QUE É RPG?
RPG é a sigla de Role Playing Game que, traduzindo, significa “Jogo de Interpretação de Personagens”. Nesse jogo, cada jogador interpreta um personagem próprio que interage com um cenário criado por um Narrador (também chamado de Mestre de Jogos ou, simplesmente, “Mestre”). Toda a ação é feita partindo de sua descrição e cabe a cada participante colocar a imaginação pra funcionar.
Numa partida de RPG não existem jogadores vitoriosos ou perderores. Isso acontece porque o jogo tem como objetivo contar uma história e desafiar os participantes a interagir com os acontecimentos dessa história. Nesse ponto o RPG se assemelha muito com um teatro de improviso ou até mesmo com a vida real, já que nós interagimos com os acontecimentos diários em nossas vidas.
Existem vários sistemas diferentes de jogo, cada qual com suas próprias regras, mas nenhum deles é obrigatório. Os sistemas existem apenas para auxiliar o Narrador e os jogadores a desenvolverem o jogo, e qualquer pessoa pode criar suas próprias regras (por mais simples que sejam).
Em suma, pode-se dizer que RPG é um tipo de “teatro imaginativo interativo de improviso” e com regras que norteiam as ações e o desenrolar da história. Além disso, como qualquer peça teatral, envolve pesquisa e busca por novos conhecimentos que tornarão a história e os personagens ainda mais interessantes. Afinal, como contar uma história que se passa na Roma Antiga se não se sabe nada sobre ela?
RPG é um jogo, mas também é cultura e arte!
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UM ENSAIO SOBRE O RPG
Confrade Godoy (Confraria das Idéias)
Definir o RPG tem sido um desafio para todos os que se propuseram a fazê-lo, sejam estudiosos, professores ou jogadores. A sigla vem do inglês “Role Playing Game”, que em português pode ser adaptado para “Jogo de Interpretação”. Esse jogo foi criado em meados da década de 70, como um mero complemento para um outro jogo de miniaturas, mas acabou por se tornar algo totalmente novo. Mas RPG se trata apenas de “brincar de interpretar”? Não exatamente. O RPG é muito mais do que isso: envolve criação, redação, interação, pesquisa e uma gama quase infinita de elementos. Ele é, ao mesmo tempo, o TUDO e o NADA. “TUDO” por manifestar tantas formas de expressão, linguagens e idéias, e por desenvolver percepções múltiplas, ações, socialização, etc. Porém, ele também compreende o “NADA”, porque quase nada nele é autêntico e original: desde a sua dinâmica que tem relação com teatro de improviso e técnicas de “contações” de histórias, até a pura relação com as brincadeiras infantis. Sim, o RPG também pode ser definido como um jogo em que adultos e adolescentes brincam de “ser criança”. O seu “existir” depende apenas de as pessoas se proporem a imergir em um universo de sonhos e imaginação, fazendo uso, para isso de técnicas avançadas de teatro ou de fantasias dos tempos de criança. Jogar RPG é partilhar sua imaginação com outros, é expor anseios e trocar conhecimentos, sendo também uma busca. Uma busca por seu próprio “eu”, por afirmações, por alívios, e por justiças. Um universo onde o enigma e a aventura têm destaque e sabor constante, que ajuda e treina nossas mentes a decifrar os códigos da vida, da mente, da sociedade e de nós mesmos.
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